quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O QUE A LÍNGUA PENSA?

Fazer revisão gramatical tornou-se uma coisa muito chata depois da reforma ortográfica. Eu passei por algumas mudanças, quando ainda estava na escola. Foi mais simples assimilar. Agora... talvez por desconfiar do que está envolvido nesta, estou sem paciência de tentar entender ou decorar o que mudou. Mantenho um pequeno guia por perto, consulto sempre. (Esta semana descobri erro em um outro guia... A gente não pode mesmo confiar em guias.)
Um aborrecimento mais antigo: os SS, Z, Ç, S... Achava, até ontem, que deveria haver uma padronização de acordo com o som e eliminar tanta picuinha. Fico imaginando as letras brigando entre si, coitadas. Mas pensando na confusão que esta reforma armou para o hífen, decidi que o melhor que eles poderiam ter feito, contrariando seu Espírito Ordenador, seria liberar geral: cada pessoa tem o direito de usar ou não o hífen quando quiser! E também o bando de S, Ç,Z etc.!
Até este momento também tinha alguma simpatia pelo uso do M antes de P e B. Mas me pergunto: que diferença faz? Não seria melhor o autor decidir pela estética? Ou pelo cansaço da letra? “Esta página já tem muito M, agora vou usar o N também antes de P e B.”
Formalizar a inclusão dos friends K, W e Y foi legal, até porque a  gente nunca deixou de usá-los mesmo.
Acentuação: voo e vôo. Não dá para discutir, né? Claro que a asa cobre o O é que levanta a palavrinha.  Os ditongos abertos perderam muito de sua personalidade sem o agudo, parecem meio pelados.
Este texto é dedicado a Glauco Mattoso, que optou por usar uma grafia bem antiga em seus textos e, claro, ao trema, extirpado sem direito a defesa.


3 comentários:

  1. Acho que não havia bons escritores no grupo que discutiu essa reforma...
    Vamos criar uma comissão de "normalização ortográfica" na FMC e inventar uma ortografia nossa!

    ResponderExcluir
  2. Eu desisti de entender o hífen. Simplesmente consulto o Caldas Aulete online, que já foi atualizado. Francamente, algo não vai bem numa língua em que, várias vezes, as exceções são mais numerosas que a aplicação da regra.

    ResponderExcluir