quinta-feira, 11 de maio de 2017

LUIS GIFFONI

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     Conheci Luis Giffoni em 1990, apresentado pelo Francisco de Morais Mendes, se não me confunde a memória. Ele já havia lançado livros e vencido prêmios. Àquela época, saiu O ovo de Ádax, que eu profetizei como potencial best-seller. Meus dons, como minha memória, são falhos. Mas foi o romance que selou nossa amizade. De lá pra cá, tive o privilégio de ler quase todos os seus originais, um lucro para mim, que aprendi muito de literatura com isso.
     
     No início deste mês, entre cervejas e conselhos mútuos sobre preservação de saúde (só de amizade são quase trinta anos), por algum motivo que nos escapou, listei seus títulos meus preferidos. Que são:
     
O ovo de Ádax, principalmente por nos mostrar que nunca seremos best-sellers (estamos mais para Peter Sellers, panteras cor-de-rosa num mercado surrealista);
     A árvores dos ossos, pela maestria no domínio da linguagem;
     O pastor das sombras, pela eficaz utilização da pesquisa histórica e pela linguagem criativa;
     Os relatos de viagens. Giffoni é um globe trotter que tem a generosidade de compartilhar suas experiências, sempre adornadas pela ágil mão do ficcionista e calcadas em sua experiência de vida.


     Todos os livros do Giffoni me marcaram de alguma forma: o acidente inicial em Tinta de sangue, um ar de melancolia em Adágio para o silêncio, o atentado em A verdade tem olhos verdes, a experiência psicodélica com as telas de Pollock de Infinito em pó... 


     Este é um romancista strictu sensu, um contador de longas histórias, um criador de personagens e situações como os grandes escritores são. E é o que ele é.

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