Repito: o melhor que a literatura me deu foi fazer bons amigos. Para minha maior alegria, muitos deles são ótimos escritores.
2009, Antonio Barreto convoca: "um meu conterrâneo vem a BH lançar livro no bar Agosto". Atendi, claro. Sorte minha: conheci um ótimo bar, o Agosto Butiquim, do também passense Lucas Brandão e seu primo Alexandre Brandão, que lançava A câmera e a pena. No bar, depois ainda fizemos um encontro dos Quintaneiros Infernais, lançamos Como se não houvesse amanhã e tivemos outras tantas boas noitadas.
Alexandre virou amigo de infância. Nestes quase 3 anos, tivemos poucos e semietílicos encontros (raro, escritor abstêmio). Mora no Rio de Janeiro/RJ, trabalha no IBGE e acaba de lançar No Osso - crônicas selecionadas (Cais Pharoux). Que é o que interessa: baita livro bom.
Eu colocaria em qualquer antologia, ao lado de nossos craques, ao menos uma meia dúzia desta coletânea, que pode ser encontrada aqui: http://www.loja
São crônicas que, como quaisquer boas outras, abordam temas do cotidiano, política, infância, linguagem, literatura, artes... E que, como as melhores dos melhores, são bem escritas, têm leveza, te deixam à vontade e te levam a breves reflexões sobre cada tema abordado.
Repito: ganhar amigos - e que ainda são bons escritores, é um privilégio.